Top 10 Jogos Indies de Terror para Jogar em 2025

Escrito em 22/11/2025
Gustavo Ferreira - Geek in 360°

Narrativas experimentais, visuais retrô e ambientes sufocantes dominam a nova safra de jogos independentes de terror.

 



Fotos: Geek in 360°

 


O cenário indie continua sendo um terreno fértil para experiências de terror originais. Pequenos estúdios têm explorado temas psicológicos, criaturas bizarras e estéticas experimentais para criar jogos marcantes — muitas vezes mais impactantes que grandes produções. Nesta lista, reunimos dez títulos que se destacam pela atmosfera, criatividade e capacidade de deixar o jogador em alerta. Lembrando, não é uma lista de melhor ou pior, mas sim uma lista de recomendações pensada especialmente para você!

 


 


No, I'm Not a Human: Complete Guide to All Endings, Visitors, and Night 4 — NeonLightsMedia

 

1. No, I’m not a Human (2025)

Plataformas: PC (Steam) 
Estúdio: Trioskaz 

 

Sinopse:
Num mundo pós-catástrofe causado por uma intensa atividade solar, o protagonista vive isolado em seu refúgio. À noite, seres chamados “Visitors” batem à porta — eles se parecem com humanos, mas algo está profundamente errado. Sua missão: decidir quem deve entrar e quem é uma ameaça.

 

Sobre o jogo:
No, I’m not a Human é um horror psicológico intenso, recheado de paranoia. A mecânica principal gira em torno da identificação de visitantes: observar dentes, unhas, olhos, fazer perguntas e checar contradições para decidir se aquela pessoa é “humana” ou não. 

Além disso, há gestão de abrigo — recursos, energia para fazer testes e as consequências morais de suas decisões. O jogo tem múltiplos finais (mais de 10), o que estimula várias jogadas e reflexões sobre confiança, identidade e humanidade. 

A ambientação é densa: a luz do dia se tornou perigosa, o mundo se desintegrou e, à noite, a tensão domina. A recepção foi muito positiva, e o jogo já vendeu meio milhão de cópias. 

 


 

 

2. Five Nights at Freddy’s: Into the Pit (2024)

Plataformas: PC, consoles (segundo fontes)
Estúdio: Mega Cat Studios 

 

Sinopse:
Inspirado na graphic novel Fazbear Frights: Into the Pit, o jogador explora uma versão abandonada da Pizzaria Freddy Fazbear. Há um portal secreto dentro de uma piscina de bolinhas que transporta o protagonista por diferentes versões temporais da pizzaria, enquanto ele tenta escapar da ameaça representada por Spring Bonnie (o Coelho Amarelo).

 

Sobre o jogo:
Este FNAF não é o clássico jogo de sobreviver a jumpscares em um escritório — é uma aventura em 2D com exploração e narrativa. A estética remete a antigos RPGs, mas a tensão continua alta: é preciso reunir pistas, resolver mistérios e evitar ser pego por animatrônicos. 

As viagens temporais adicionam uma camada interessante: diferentes versões da pizzaria guardam segredos, e suas escolhas podem alterar os eventos. A atmosfera é sombria, mas com aquela nostalgia de FNAF + livros Fazbear Frights, o que atrai tanto fãs da franquia quanto novos jogadores.

 


 

RATSHAKER™ em breve - Epic Games Store

 

3. Ratshaker (2024)

Plataformas: PC, Nintendo Switch, PS5 
Estúdio: Sunscorched Studios

 

Sinopse:
Você se encontra dentro de uma casa estranhamente recursiva, e sua principal ferramenta de sobrevivência é um rato… que você precisa sacudir para gerar energia. Essa energia alimenta suas ações, mas sacudir o rato tem um custo: o grito agonizante dele.

 

Sobre o jogo:
Ratshaker é uma proposta indie bizarra e única. Mistura horror surreal com uma mecânica absurda: sacudir um rato para sobreviver. A sensação é mais de pesadelo do que de susto clássico. 

A atmosfera é opressiva e estranha, e o uso do “ratshaker meter” reforça a sensação de culpa e desespero — você usa esse recurso para realizar ações, mas quanto mais o rato grita, mais você se pergunta até onde vale a pena ir. É um indie muito comentado por jogadores justamente por essa dissonância entre o grotesco e o mecânico.

 


 

Dreamcore

 

4. Dreamcore (2025)

Plataformas: PC, PS5, Xbox Series X/S 
Estúdio: Montraluz 

 

Sinopse:
Neste horror em primeira pessoa, você explora espaços liminais — sonhos, corredores infinitos, áreas submersas — tentando desvendar enigmas visuais e sonoros que desafiam a percepção da realidade.

 

Sobre o jogo:
Dreamcore aposta forte no horror “liminal” (espaços de transição, vazios existenciais) ao invés de sustos convencionais. O design visual usa filtro VHS e ambientes distorcidos, criando uma sensação constante de estranheza. 

A jogabilidade mistura exploração com resolução de quebra-cabeças, e os segredos estão espalhados por diferentes “mundos”: piscinas de sonhos, subúrbios vazios e salas de recreação. Para fãs de horror mais contemplativo, é uma experiência atmosférica e perturbadora.

 


 

Análise | CloverPit é o caça-níquel infernal dos roguelikes

 

5. CloverPit (2025)

Plataformas: Windows, Xbox Series X/S 
Estúdio: Panik Arcade 

Sinopse:
Você começa preso numa cela enferrujada, com um slot machine à sua frente. Sua dívida cresce a cada nova rodada. Se não conseguir pagar, uma armadilha se abrirá sob seus pés. Para piorar, os itens do jogo têm efeitos estranhos e imprevisíveis.

Sobre o jogo:
ClovePit é um roguelite psicológico. A mecânica de slot machine é usada de forma macabra: mais do que sorte, você precisa estratégia para manipular itens e gerenciar riscos. 

Cada rodada é tensa: falhar não é só “perder dinheiro”, pode significar uma punição mortal. A ambientação claustrofóbica e o design sombrio reforçam a atmosfera de desespero. A combinação de horror + sátira sobre capitalismo (dívida, risco) torna este indie bastante instigante.

 


 

Still Wakes the Deep: veja história, gameplay e requisitos do jogo de terror

 

6. Still Wakes the Deep (2024)

Plataformas: PC, PS5, Xbox Series X/S 
Estúdio: The Chinese Room + Secret Mode 

 

Sinopse:
Você é um eletricista em uma plataforma de petróleo no Mar do Norte em 1975. Durante a perfuração, algo foi liberado — uma presença monstruosa e desconhecida. Agora, preso no mar, você precisa sobreviver enquanto descobre os segredos daquela instalação.

 

Sobre o jogo:
Esse jogo é puro horror cósmico e ambiental. Não há muitos combates: o terror vem da solidão, da vastidão do mar e da ameaça oculta nas profundezas. 

O design sonoro e visual reforça a tensão: sons de máquinas, atrito da água, barulhos distantes e uma sensação constante de algo rastejando abaixo. A narrativa é profunda, com exploração de temas como o desconhecido e a insignificância humana — bem no estilo Lovecraft, mas com pegada moderna.

 


 

Mouthwashing no Steam

 

7. Mouthwashing (2024)

Plataformas: PC, PS5, Xbox Series, Switch 
Estúdio: Wrong Organ / Critical Reflex 

 

Sinopse:
Em uma nave espacial condenada, a tripulação revive fragmentos traumáticos de sua história enquanto enfrenta paranoia, memórias perturbadoras e delírios. A estrutura é não-linear, com flashbacks e cenas surreais.

 

Sobre o jogo:
Mouthwashing é um dos títulos mais comentados da editora Critical Reflex. Ele mistura horror psicológico com body horror, e a estética remete aos jogos antigos em PS1.

A narrativa é experimental: você revive memórias fragmentadas, e nem sempre é claro o que é real. A sensação de vulnerabilidade é constante, reforçada por ambientes claustrofóbicos e imagens perturbadoras. É um jogo curto, mas poderoso — ideal para quem quer uma experiência indie densa e reflexiva.

 


 

The Mute House – Review – Survival Horrors

 

8. The Mute House (2025)

Plataformas: PC (Steam) 
Estúdio: (December Blues Games) 

 

Sinopse:
Emily investiga o desaparecimento de sua irmã em uma mansão misteriosa e silenciosa. Lá, ela encontra segredos antigos, ambientes enigmáticos e uma presença perturbadora que se manifesta no silêncio.

 

Sobre o jogo:
The Mute House combina exploração e gestão de recursos com terror clássico. Segundo fontes, há muitos puzzles, elementos de ação leve e mistério. 

A ambientação da mansão é fundamental: corredores escuros, quartos fechados, sons abafados — tudo reforça a sensação de isolamento. O silêncio nem sempre é seguro, e o medo cresce na falta de som, fazendo o jogador prestar atenção em cada detalhe.

 


 

Captura de ecrã n.º 0

 

9. Subterror (2025)

Plataformas: PC (Steam) 
Estúdio: Team Monumental

 

Sinopse:
Explore biosferas submersas abandonadas no fundo do oceano. Algo deu muito errado: luzes apagadas, corredores inundados, criaturas desconhecidas… e o destino de sua equipe depende de você.

 

Sobre o jogo:
Subterror é um horror cooperativo (até 4 pessoas segundo descrições) ambientado no oceano profundo. A água, a pressão e a escuridão são inimigos constantes, criando uma sensação de claustrofobia e vulnerabilidade.

A parte cooperativa adiciona tensão — depender de outros jogadores para sobreviver intensifica o medo. A exploração não é só física, mas mental: há mistérios para desvendar sobre o que aconteceu ali e como sobreviver.

 


 

Captura de tela nº 0

 

10. Don’t Scream (2024)

Plataformas: PC (Steam, early access antes) 
Estúdio: Digital Cybercherries

 

Sinopse:
Ambientado em 1993, em meio a uma floresta próxima a um local de acidente aéreo, você controla um personagem carregando uma câmera de filmar. O detalhe macabro: se você gritar (de verdade), morre.

 

Sobre o jogo:
O grande destaque de Don’t Scream é seu uso do microfone: o jogo detecta ruídos do jogador. Se você gritar no mundo real, o personagem grita no jogo… e acaba morto. Isso faz com que o jogador fique tenso de uma forma física: não é só sobre “ter medo”, é sobre controlar uma reação real.

A duração é curta (cerca de 18 minutos segundo a versão original), mas o design é pensado para maximizar o impacto. A estética “found-footage” reforça a imersão, e os sustos são bem construídos para se aproveitarem dessa mecânica única.

 


 

Fonte: Geek in 360°

 


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