Relato viral reacende debate sobre a rápida desvalorização de PCs gamers e frustra quem apostou alto em hardware
Fotos: Divulgação
Um desabafo publicado nas redes sociais reacendeu uma discussão antiga entre jogadores de PC: vale a pena investir pesado em hardware topo de linha? Um gamer contou que desembolsou cerca de US$ 3.000 durante a pandemia para montar um computador de alto desempenho — valor que hoje equivale a aproximadamente R$ 15 mil. Poucos anos depois, segundo ele, o mesmo setup não passaria de US$ 800, algo em torno de R$ 4 mil no mercado de usados.
A conclusão do jogador foi direta e viralizou: “Computador não é investimento. Aproveite enquanto pode.”
O comentário surgiu em resposta a outro usuário, que relatava ter encontrado um PC por US$ 450 em um marketplace do Facebook. “É praticamente igual ao meu que montei há 5 anos por US$ 1000”, escreveu ele, evidenciando como a evolução do hardware e a queda de preços afetam rapidamente o valor dos equipamentos antigos.
Relatos de frustração se multiplicam entre gamers
Casos como esse têm se tornado cada vez mais comuns em fóruns e redes sociais. Muitos entusiastas percebem, anos depois, que computadores comprados por valores elevados acabam perdendo grande parte do valor em pouco tempo, mesmo quando foram montados com componentes de ponta.
Mesmo PCs premium perdem valor rapidamente
O gamer responsável pelo desabafo explicou que montou seu computador entre 2019 e 2023, apostando em peças premium e até em um sistema de refrigeração customizado. Ainda assim, a depreciação foi inevitável. Ele resume a frustração dizendo:
“Gastei cerca de US$ 3.000 no auge da pandemia. Resfriamento personalizado, tudo de melhor. Hoje consigo, no máximo, US$ 800. Computadores não são investimento.”
Outros usuários se identificaram com a situação. Um deles comentou que um setup que custou US$ 1.800 hoje dificilmente seria vendido por mais de US$ 1.000, mesmo em bom estado de conservação.
Afinal, vale investir alto em um PC gamer?
A percepção geral entre os jogadores que participaram da discussão é praticamente unânime: PC gamer deve ser visto como entretenimento, não como patrimônio. A recomendação mais recorrente é simples — montar o computador para jogar, trabalhar ou criar conteúdo, aproveitando ao máximo enquanto o desempenho atende às necessidades.
Pensar em revenda ou valorização, segundo os próprios gamers, só aumenta a frustração em um mercado onde a tecnologia avança rápido e os preços caem na mesma velocidade.
Fonte: Geekin 360°



